A obra de Carolina Fusilier explora imaginários pós-humanos por meio da pintura, do som e do cinema, contemplando intersecções entre corpos orgânicos e mecânicos, assim como entre cenários industriais e domésticos. Recebeu as bolsas Raul Urtasun–Frances Harley Fellowship, The Banff Centre, Canadá (2015), e a Pollock-Krasner Foundation Fellowship, EUA (2019). Em 2020, seu filme El Lado Quieto, codirigido com Miko Revereza, foi selecionado pelo ACC (Asia Culture Center) Cinema Fund (Coreia do Sul) e foi exibido em festivais ao redor do mundo. Entre suas exposições individuais estão Clepsidra, Galeria Daniela Elbahara, Cidade do México (2022); Kitchen With a View, Locust Projects, Miami (2019); e Angel Engines, Natalia Hug Gallery, Colônia (2018). Também participou de mostras no festival Doc Fortnight, MoMA, Nova York (2022); Open City Film Festival, ICA (Institute of Contemporary Art), Londres (2021); Museu de Arte Moderna de Buenos Aires (2020); The Drawing Center, Nova York (2019); e Centro Cultural Tlatelolco, Cidade do México (2019). Estudou na Universidad del Cine, Buenos Aires (2006–2009) e realizou estudos na Academia de Düsseldorf (2018–2019), SOMA, Cidade do México (2016–2017) e Universidad Torcuato Di Tella, Buenos Aires (2011).
Corrientes mercuriales tem origem em uma pesquisa desenvolvida pela artista Carolina Fusilier, motivada pela busca por uma fotografia de seu pai tirada em 1996, durante as sucessivas crises financeiras que marcaram a Argentina naquela década. Acionando referências do imaginário da ficção científica, Fusilier transforma sua própria história familiar em um gatilho para traduzir a experiência de um período assombrado no país, experimentando livremente com efeitos visuais e com a criação de uma paisagem sonora profundamente imersiva.

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