Juan Covelli utiliza a tecnologia como meio; empenhado em descolonizar o museu por meio de práticas digitais, ele liberta arquivos do controle institucional em nome da emancipação. Sua prática gira em torno das potencialidades tecnológicas da digitalização, modelagem e impressão tridimensionais para reexaminar argumentos arraigados sobre repatriação e histórias coloniais. Seu trabalho investiga as novas materialidades geradas pela era digital e concentra-se nas dinâmicas e abordagens do físico no mundo digital, ou na oscilação entre ambos. Ele também explora a relação entre tecnologia, patrimônio, arqueologia e colonialismo digital. Utilizando vídeo, modelagem, conjuntos de dados e codificação, Covelli cria instalações baseadas tanto no mundo real (IRL) quanto no virtual (URL), que colapsam práticas históricas com modelos contemporâneos de exibição e estéticas digitais. Em uma série contínua de trabalhos intitulada Mirage, Covelli busca integrar aspectos da pesquisa e da história da paisagem, fundindo-os com a produção audiovisual por meio de algumas de suas ferramentas habituais (inteligência artificial, captura e modelagem 3D, além de softwares de desenvolvimento de jogos), com o objetivo de criar obras experimentais em vídeo que abordem criticamente as políticas da tecnologia.
Transitando entre ambientes naturais e virtuais, El Salto, do artista Juan Covelli, filma a cachoeira Salto de Tequendama, marco paisagístico e símbolo visual da Colômbia nos séculos XIX e XX. A obra integra uma série mais ampla intitulada Miragens, na qual Covelli investiga arquivos históricos que revelam as múltiplas formas de representação das paisagens colombianas e suas reverberações no imaginário contemporâneo do país. Utilizando ferramentas digitais como inteligência artificial, modelagem 3D e software de realidade virtual, o artista constrói uma metacrítica à centralidade do olhar humano e às lógicas de excepcionalismo que modulam a relação entre tecnologia e natureza

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