Suely Rolnik se autodefine como ativista no campo do pensamento, tendo como foco a esfera micropolítica: esfera do modo dominante de produção da subjetividade, que provê ao sistema vigente sua consistência existencial, sem a qual não se sustentaria. Para este fim, seu trabalho situa-se num campo teórico transdisciplinar, indissociável de uma pragmática clínico-política, impulsionada por urgências micropolíticas, o que a leva a uma migração entre territórios diversos como saúde mental, psicanálise, artes visuais, cinema, teatro, dança, movimentos feministas, anti-racistas e contra-coloniais. Rolnik participa de processos de construção coletiva nesses diferentes contextos, por meio da escrita, bem como de conferências, seminários e oficinas (em universidades, museus e, sobretudo, em espaços independentes) e, às vezes, curadorias. Atua regularmente como psicanalista e docente (Professora titular da PUC-SP e Professora convidada de universidades em vários países). Autora de uma centena de ensaios e 9 livros, sendo um deles em co-autoria com Félix Guattari, todos publicados em vários idiomas.

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