Instabilidades Costeiras: projeto chega à etapa final com atividades nos Países Baixos e na Itália, após período em Salvador e Ubatuba
O Instabilidades Costeiras, projeto desenvolvido pela TBA21–Academy, Pivô, e o Laboratório de Arte e Ciência Oceânica do Instituto Oceanográfico da USP (LACO IOUSP), chega à etapa final com a participação de Licida Vidal (São Paulo, Brazil), artista residente, no Impakt Festival (Utrecht, Países Baixos) e no no Art, Science, and Ecological Care, no Oceans Space (Veneza, Itália). O projeto integra as dez residências na América do Sul do projeto S+T+ARTS Buen-TEK, cofinanciado pela iniciativa S+T+ARTS da União Europeia.
Durante a temporada na Europa, Licida irá apresentar o seu projeto “Uma colher de sal e uma de açúcar: soluções para um oceano febril”, desenvolvido ao longo dos últimos meses nas residências em Ubatuba, São Paulo, e Salvador, Bahia, no Pivô Boulevard. No Impakt Festival, dia 11, Licida apresenta o seu projeto no painel “Infraestruturas do cuidado” ao lado dos artistas Mari Nagem, Anthony Tandazo, Lorena Salas, residentes de outros programas desenvolvidos pelo S+T+ARTS Buen-TEK. Acesse mais informações
No mesmo dia, a gerente de projetos internacionais do Pivô, Estela Santana, também participa do Impakt na mesa “Arte através de Abya Yala” ao lado de representantes de diferentes instituições da América do Sul. Em uma conversa sobre os desafios de organizar arte fora dos grandes centros, o debate aborda distâncias, falta de infraestrutura e desigualdades, destacando a necessidade de adaptação constante e de resistência a modelos extrativistas, ao mesmo tempo em que evidencia práticas baseadas no território, na troca, na reciprocidade e em formas mais colaborativas de atuação. Acesse mais informações.
No dia 17, Licida apresenta o projeto no Art, Science, and Ecological Care, realizado no Oceans Space, em Veneza, novamente ao lado de Mari Nagem e Anthony Tandazo, cujos trabalhos dialogam com ambientes urbanos e marinhos em Ubatuba, Salvador e Fortaleza, três cidades costeiras do Brasil. As apresentações serão seguidas por uma mesa-redonda entre cientistas, pesquisadores e agentes culturais das instituições parceiras do projeto no Brasil e na Europa, com mediação do cientista e artista belga Luc Steels. Acesse mais informações.
O projeto de Licida analisa os principais fatores de estresse nas águas costeiras de Salvador e Ubatuba, investigando a relação entre as comunidades locais e o mar. Paralelamente, a artista colabora com os laboratórios de materiais para criar esculturas ecossistêmicas: estruturas submersas e de superfície feitas de macroalgas e materiais adsorventes, que atuam como jardins marinhos vivos capazes de capturar poluentes como co₂, glifosato e microplásticos.
Recentemente, a artista conseguiu instalar as primeiras cápsulas filtrantes, feitas de cerâmica, em dois locais no mar de Ubatuba (São Paulo). A instalação completa, ainda é um projeto piloto, em fase de testes, que teve parte da sua pesquisa desenvolvida no Pivô Boulevard, entre 19 de janeiro e 4 de fevereiro deste ano, período em que Licida foi residente. A composição visa criar um corpo marinho filtrante, a partir de biorremediadores capazes de capturar poluentes, acolher organismos e responder às transformações químicas do oceano. Relembre os processos da artista.
A artista também participa do projeto internacional Litoral do Limite, realizado pelo Pivô (Brasil) e Invisible Dust (Reino Unido), em parceria com a TBA21–Academy, com apoio do Instituto Guimarães Rosa e do British Council, no âmbito do Ano da Cultura Reino Unido–Brasil 2025–26. Ao lado das artistas Alberta Whittle (Barbados, 1980) e Letícia Ramos (Brasil, 1976), Licida seguirá em residência no Cove Park, na Escócia, expandindo suas pesquisas.
Instabilidades Costeiras é um projeto co-comissionado pela TBA21–Academy, Pivô, e LACO IOUSP dentro da estrutura do projeto S+T+ARTS Buen-TEK, co-financiada pela S+T+ARTS, uma iniciativa da União Européia.

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