THE OCEAN’S EDGE / LITORAL DO LIMITE: PIVÔ E INVISIBLE DUST SÃO SELECIONADOS PARA A TEMPORADA REINO UNIDO/BRASIL 2025/26
“A beira-mar é um lugar estranho e belo. A linha da margem costeira não é exatamente a mesma ao longo de dois dias sucessivos” – Rachel Carson, Beira-Mar, 1955.
O Pivô e a Invisible Dust (Reino Unido) têm o prazer de anunciar que o projeto The Ocean’s Edge / Litoral do Limite foi contemplado com a maior premiação para o Ano da Cultura Reino Unido/Brasil 2025–26, promovido pelo British Council e Instituto Guimarães Rosa.
Afinal, é o mar que envolve a terra ou é a terra que envolve o mar? The Ocean’s Edge / Litoral do Limite investiga o futuro dos Atlânticos brasileiro e britânico, inspirando-se na obra da pioneira ambientalista Rachel Carson — bióloga marinha e escritora. O projeto funde ciência oceânica e filosofias indígenas, articulando abordagens interdisciplinares, decoloniais e reflexões críticas sobre a crise climática presentes nos trabalhos do Pivô (Brasil), da Invisible Dust (Reino Unido) e da TBA21-Academy (Espanha), em uma colaboração internacional de longo prazo.
O Oceano Atlântico, principal corredor de transporte do planeta, concentra um quarto da água do mundo e sustenta inúmeros ecossistemas. Ainda assim, enfrenta ameaças urgentes como aquecimento das águas, pesca predatória, desenvolvimento desordenado e poluição por plásticos — desafios que atravessam tanto o Atlântico brasileiro quanto o britânico.
Quem são os navegadores desse oceano imaginado, atentos aos fluxos do possível? O projeto irá selecionar três artistas e terá um programa público dinâmico, voltado a engajar comunidades, cientistas e curadores em um processo compartilhado de escuta, aprendizado e criação no Brasil e no Reino Unido. The Ocean’s Edge / Litoral do Limite propõe uma reflexão poética e crítica sobre o Atlântico, sob uma perspectiva decolonial e transatlântica, num momento em que é urgente repensar práticas a partir dos limites do litoral.
Com atividades previstas entre agosto de 2025 e junho de 2026, durante um ano decisivo para a ação climática global voltada aos oceanos, com a realização da COP30 em Belém, o projeto será desenvolvido em diálogo com dois dos principais centros de pesquisa marinha do mundo: o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) e a Scottish Association for Marine Science (UK). O projeto também está em diálogo com outras instituições como a Bienal das Amazônias (BR), a Cátedra UNESCO para Sustentabilidade do Oceano (BR), o Laboratório de Arte e Ciência Oceânica da USP (BR), o Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará (BR), Cove Park (UK) e o Baltic Centre for Contemporary Art (UK).

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